MARTA SUPLICY

PT - São Paulo

COLABORADORA DA FUNDAÇÃO MACARTHUR
NO PROGRAMA DE POPULAÇÃO
E SAÚDE REPRODUTIVA NO BRASIL


Marta Suplicy, atualmente candidata ao Senado pelo PT-SP, é tradicional defensora do direito ao aborto no Brasil, conforme atestado por vários documentos.

Em seu livro Reflexões sobre o Cotidiano, ela mesmo escreve:

"Sou a favor de uma ampliação da legislação vigente que permita à mulher que não quer ter o filho interromper uma gravidez".

Em 1996 Marta recebeu um premio da Revista Cláudia onde se lia, no "motivo da indicação", que

"Marta defendeu o direito ao aborto e a união civil para homossexuais. 'No corpo de quem é o aborto? Quem cuida de quem tem Aids? Quem cuida da menina grávida e depois do bebê? São sempre as mulheres', pontifica ela. 'Dá para entender por que essas questões são desprezadas no Congresso, uma casa em que a maioria é masculina'."

http://premioclaudia.abril.com.br/1996_politicas.shtml

Em 2008 o Estado de São Paulo noticiava as manobras, conduzidas chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, para diluir entre os católicos os preconceitos contra Marta Suplicy "por causa da defesa feita por ela do direito ao aborto e da união civil entre homossexuais". Gilberto Carvalho é a mesma pessoa atualmente designada pelo presidente Lula para assessorar a candidata Dilma Rousseff sobre como apresentar em período de eleições sua posição em relação ao aborto diante dos eleitores catolicos. No texto redigido em 2008 pelos pelos jornalistas do Estado de São Paulo sobre Marta Suplicy encontramos que

"Em mais uma ofensiva para diminuir a rejeição de Marta Suplicy, petistas e padres da chamada ala progressista preparam um manifesto para ser distribuído em várias missas, no próximo domingo. A mensagem, que deve ser batizada de Carta aos Cristãos, tem o objetivo de diluir os preconceitos de católicos que torcem o nariz para Marta POR CAUSA DA DEFESA FEITA POR ELA DO DIREITO AO ABORTO E DA UNIÃO CIVIL ENTRE HOMOSSEXUAIS.

A idéia começou a ser discutida na terça-feira entre religiosos e o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, que entrou na campanha com a tarefa de "desmontar preconceitos" contra Marta.

O argumento a ser usado no manifesto, para atrair os votos dos católicos, é o de que a candidata apoiada por Lula sempre seguiu os princípios da fraternidade e da solidariedade em seu governo. Nas conversas que manteve com padres e evangélicos, nos últimos dias, Carvalho disse que o governo Marta (2001-2004) foi voltado para "os pobres e a prática da caridade".

Além da panfletagem nas igrejas, o comitê petista também prepara um grande ato com os evangélicos, amanhã à noite. Cinco horas depois de participar de uma plenária com representantes de movimentos sociais e sindicalistas, ao lado de Lula, Marta vai se reunir com pastores da Igreja Assembléia de Deus.

http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20081017/not_imp261517,0.php

Menos conhecido por parte do público, porém, é o envolvimento direto de Marta Suplicy com um dos principais projetos internacionais para promover a legalização do aborto no Brasil.

Em 1990 a Fundação MacArthur organizou um dos mais audaciosos planos para forçar a legalização do aborto em um país estrangeiro. Com o apoio financeiro da Fundação, foram criadas ou reorganizadas dezenas de novas ONGs no Brasil para implementar a educação sexual liberal e a promoção do aborto, interligadas através da Rede Feminsita de Direitos Sexuais e Reprodutivos. A partida para o programa que, em uma década, mobilizou 36 milhões de dólares e teve cópias semelhantes no México, na Nigéria e na Índia, deu-se em maio de 1990, quando a Fundação reuniu um grupo de assessores brasileiros para definir as metas do programa. Entre os principais assessores do programa estão a atual candadata Marta Suplicy, juntamente com o Dr. Aníbal Faúndes e Sonia Correia, conhecidos promotores internacionais do aborto.

No ano de 2002 a Fundação MacArthur apresentou um relatório sobre sua primeira década de atividades no Brasil. O documento, redigido por Sonia Correia em conjunto com o americano Peter McIntyre, intitulado "PROGRAMA DE POPULAÇÃO E SAÚDE REPRODUTIVA NO BRASIL: LIÇÕES APRENDIDAS", afirma em suas primeiras páginas que uma das principais assessoras do programa foi a atual candidata do PT ao Senado pelo Estado de São Paulo, Marta Suplicy.

O relatório pode ser lido na íntegra, no seu original inglês, ou então como parte de um dossiê em português no qual é explicado todo o trabalho da Fundação MacArthur no Brasil, elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida de Taubaté e Guarulhos.

No documento original, que menciona o papel da candidata Marta Suplicy na elaboração do plano de trabalho da Fundação MacArthur, pode-se ler o seguinte:

"A Fundação MacArthur decidiu em 1988 trabalhar no Brasil com questões populacionais e de saúde reprodutiva. O Brasil foi escolhido por sua relevância e influência na região, e porque seu ambiente cultural e político proporcionava às ONGs oportunidades de influenciar diretrizes de política pública. A escolha estratégica tem sido trabalhar com organizações e indivíduos da sociedade civil que possam tornar-se agentes de mudança nos seus países. A MacArthur identificou as ONGs que poderiam utilizar-se do financiamento externo para desenvolver sua capacidade de produzir mudanças. Estas atividades se concentraram em alguns pontos, entre os quais a criação de um conjunto de leis que permitisse às mulheres obter abortos e outros serviços necessários (pg. 11).

O nascimento do programa da Fundação MacArthur no Brasil deu-se em maio de 1990, quando a Fundação reuniu um grupo de especialistas brasileiros para definir estratégias para sua atuação na área de população. Os participantes, pessoas de diferentes campos, eram todos e todas do mais alto gabarito. MARTA SUPLICY, ENTRE OUTROS E OUTRAS, DISCUTIRAM PROFUNDAMENTE O CENÁRIO NACIONAL E APRESENTARAM RECOMENDAÇÕES PARA ATUAÇÃO. DAS TRÊS ÁREAS INICIAIS, A SAÚDE REPRODUTIVA PASSOU A PREDOMINAR. (pg. 7) A legalização do aborto está implícita nessa agenda. Direitos sexuais e reprodutivos significam que as mulheres podem decidir quando ter filhos. (pg. 34) A adoção plena de uma perspectiva de direitos reprodutivos permite hoje uma correlação forte com a agenda mais ampla dos direitos humanos. (pg. 26)

No Brasil, a batalha do aborto havia alcançado um impasse legal. (pg. 12) Embora a lei do aborto ainda não tenha sido alterada, a prática evoluiu. Houve grandes progressos no debate sobre o aborto. Criou-se um ambiente para uma aceitação progressiva de uma legislação mais liberal que incluiria outras circunstâncias em que o aborto seria permitido (pg. 26). A lei do aborto mudou pouco, mas os serviços de aborto em casos de estupro e risco de vida da mulher expandiram-se rapidamente (pg. 37).

A maioria dos estudiosos considera que, agora, somente existe uma única reforma principal que deve ser tentada: a completa legalização do aborto" (pg. 33).

Fundação MacArthur: "Programa de População e Saúde Reprodutiva no Brasil: Lições Aprendidas"

O documento foi publicado em 2003, e dizia exatamente isto, que após os doze anos de trabalho da Fundação MacArthur no Brasil,

"A MAIORIA DOS ESTUDIOSOS CONSIDERA QUE, AGORA, SOMENTE EXISTE UMA ÚNICA REFORMA PRINCIPAL QUE DEVE SER TENTADA: A COMPLETA LEGALIZAÇÃO DO ABORTO".

Foi precisamente este o plano inicial do atual governo petista, que acabava de assumir o poder.

O governo brasileiro anunciou, em agosto de 2005, junto ao Comitê do CEDAW da ONU, sua intenção de legalizar completamente o aborto no Brasil, ao mesmo tempo em que, no mesmo mês de agosto de 2005, o presidente Lula enviava uma carta dirigida a todos os bispos do Brasil na qual negava qualquer intenção de legalizar o aborto no Brasil. Poucos dias depois, em setembro de 2005, o mesmo presidente Lula apresentava ao Congresso Nacional, através da Ministra Nilcéia Freire da Secretaria da Política para as Mulheres, o infame substitutivo do PL 1135/91, o qual, revogando todos os artigos do Código Penal que configuravam o aborto como delito, tornaria a prática do aborto UM DIREITO DURANTE TODOS OS NOVE MESES DA GRAVIDEZ, DESDE A CONCEPÇÃO ATÉ O MOMENTO DO PARTO.


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